pesares finitos

Reinventar-se ao notar a perca hedionda do tom de tuas palavras. Reinventar-se perante ao abandono de si mesma. Reinventar-se. A fluidez de minhas palavras tivera sido escassa e desorientada, encontro-me a cada dia mais distante das palavras - haveriam elas se rebelado contra mim, filha ingrata? Possivelmente. A dor em mim fincada com raízes sólidas e indeléveis, vêm se fortificando e aflorando seus podres frutos em meu interior. Ela tivera seus picos, verdadeiros acessos de insanidade, rebelou-se contra mim, destruiu-me - mas não por inteiro; tivera adormecida mas agora despertou intensamente sutil de tal forma que tanta dor que sinto não dói - o martírio tornou-se mel para meus lábios, a mais perversa música para meus ouvidos.
O peso que carrego em minhas costas, este peso, tão inquietante, tão agonizante; a consternação aqui presente, tão viva que me sufoca - onde habita a liberdade? As asas que haviam em minhas palavras que tão longe me levara, onde é que estão?
Tornei-me réfem do meu próprio ser, perdoem o lamento.

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